quarta-feira, 20 de maio de 2015

Uma Pergunta Preocupante


Ela tinha o cabelo longo, dobrado e fixo com uma presilha bem no meio da cabeça. Estava um pouco acima do peso e usava uma roupa muito apertada que parecia estar lhe causando certo incômodo. Ele, aparentando ter dois anos a menos que ela, tinha um topete com fios espetados em todas as direções. Quando sorria, podíamos ver sua linda “janelinha”. O que mais me chamou a atenção naquelas crianças, porém, foi o modo como se comportavam.

Extremamente agitadas, cada uma tinha um smartphone na mão, o qual era revezado a intervalos de tempo curtíssimos.

Durante o período em que estive assentada atrás delas, que se faziam acompanhar pelos pais, naquele recinto, pude perceber que elas acessavam diversos jogos pelo celular. A rapidez com que mudavam de um jogo para o outro e revezavam entre si os smartphones, muito me impressionou, como também a velocidade com a qual tocavam a tela dos aparelhos.

Tentei acompanhar com o olhar um dos jogos, só para sentir um tremendo mal estar em minha  cabeça. O cenário e os objetos ali dispostos se moviam tão intensamente, e tudo associado a uma combinação de cores eletrizantes, que cheguei a pensar que meus circuitos neuronais da visão iriam entrar em parafuso. “Como é que elas conseguem brincar com isso?”, pensei.

Então lembrei-me de um colega de meus primeiros tempos de escola.

Naquela época cursávamos, o que seria hoje, o primeiro ano do ensino fundamental e aquele garoto muito se destacava, dentre todos os alunos, por seu comportamento incomparavelmente agitado e inquieto. As pobres professoras ficavam com os nervos a flor da pele de ter de lidar com um menino tão alvoroçado.

Se pudéssemos trazer aquele meu colega do passado para os dias atuais, provavelmente ele não mais seria um destaque, e sim, passaria despercebido no meio de uma multidão de crianças inquietas, nervosas e agitadas.

Como será o futuro dessas crianças?

Por que não consigo tirar da cabeça o pensamento de que o excesso de informações e de atividades, o excesso de estímulos provenientes de brincadeiras e diversões artificiais e a falta de contato com a Natureza, em família, estão diretamente envolvidos nessa questão?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Morte do REI


<<Aquelas pessoas não precisavam ter manchado suas mãos com sangue.
Ele estava destinado a morrer desde o Princípio!>>


Acabei de ouvir de um telejornal que 3,5 milhões de pessoas já assistiram às encenações da paixão de Cristo na cidade teatro de Nova Jerusalém no interior de Pernambuco.

Muitos creem que Jesus foi um mestre iluminado, que veio ensinar o caminho para uma vida feliz através do amor e das boas obras, enquanto outros afirmam que ele é o salvador do mundo, o que deixa algumas pessoas meio confusas. Afinal, ele veio salvar o mundo de que? Já para outros, ele foi apenas um homem comum que viveu há muito tempo.

Tomando como ponto de partida os relatos dos evangelhos bíblicos e as declarações do próprio Cristo que eles apresentam, eu consigo visualizar que Jesus era alguém que tinha claramente diante de si um propósito pelo qual viver e, por fim, morrer. Em seus encontros com as pessoas em particular,  pequenos grupos, ou mesmo grandes multidões, ele  não fazia outra coisa a não ser revelar os princípios do que ele chamava de “o Reino de Deus”.

Algumas das ilustrações que ele apresentava sobre esse reino incluíam compará-lo a uma pérola de grande valor, um tesouro escondido, o fermento, a semente de mostarda, o joio e o trigo (Mateus 13:24 a 45).

Para um mestre dos judeus que decidiu entrevistá-lo, certa noite, Jesus respondeu que era preciso nascer de novo para poder ver o reino de Deus (João 3:3).  Em outra ocasião afirmou que o reino de Deus está dentro de cada um (Lucas 17:20).

Ora, se há  um reino, então existe um rei, súditos, um território e uma forma de governar.

Jesus também deixou claro que havia outro reino, totalmente oposto ao seu, com um príncipe, alguém que sempre aspirou ser rei  (João 12:31 e 14:30).

Deixando de lado o preconceito, os dogmas e as tradições religiosas, aprender sobre o significado da existência de Jesus trará resultados práticos e muito positivos para a vida de todos, tanto os que se dizem cristãos como os adeptos de outras religiões ou ateus. Experimente!  


Então Pilatos lhe perguntou: “Você é o rei dos judeus? Jesus respondeu: O meu reino não é deste mundo.” João 18: 33 e 36

“Os reinos deste mundo passaram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo e ele reinará para todo o sempre.” Apocalipse 11:15

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Suspresas do Dia


Cada dia no Planeta Terra é cheio de surpresas. Umas boas, outras, nem tanto assim... e algumas que preferíamos não tê-las encontrado. Mas o que nos interessa mesmo são as boas surpresas. Elas enchem o coração com uma alegria indescritível, nos acalmam, nos animam e nos fortalecem para enfrentar os desafios que aparecem em nosso caminho ao longo do dia.

Eu havia terminado de dar uma aula (que me trouxe boas surpresas, pois com cada nova aula experimento novas emoções ao procurar mostrar para meus alunos as maravilhas do mundo natural e do corpo humano) e, ao sair daquele prédio em direção à biblioteca meus olhos repousaram sobre umas pequenas flores e pude apreciar sua beleza sem igual. Eram tão delicadas, minúsculas e incrivelmente encantadoras. Estavam ali, entre a grama, onde todo mundo passa. “Mas que riqueza”! Foi o que pensei.

Uma vez na biblioteca, procurei um lugar bem reservado e dediquei-me à árdua tarefa de concluir um texto. Leitura, reflexão, escrita e correção, além de certa impaciência pelo fato da minha área de produção textual em meu cérebro trabalhar em um ritmo mais lento do que eu gostaria, foram o suficiente para me deixar exausta, mas não por muito tempo. Lembrei-me do livro que estou lendo do Dr. Charly Cungi (Saber Relaxar na Vida e no Trabalho) e, de imediato, tratei de restaurar minhas energias relaxando através das técnicas de respiração e descontração muscular, que podem ser feitas na condição em que eu me encontrava, sentada em uma cadeira.

Que maravilha! Em alguns segundo todo aquele cansaço desaparecera!

Sentia-me revigorada, mas sabia que devia dar uma pausa e ir almoçar, pois era por volta do meio dia.

Ao abrir os olhos, percebi que uma estudante, sentada bem a minha frente, me observava, discretamente, pelo canto dos olhos, com um certo ar desconfiado.

Levantei-me, sai da biblioteca e, do lado de fora, fui recebida com música, uma mistura de sons de pássaros, cigarras e o sussurro do vento que balançava as folhas. Esse mesmo vento produziu uma sensação maravilhosa ao passar por minha pele e cabelos. Dirijo-me ao estacionamento quando ali, mais adiante, ouço alguém dizer:

¾ Professora! Que bom lhe encontrar.

Diante de mim estavam duas sorridentes alunas.

¾ Também digo o mesmo ¾ respondi. Logo em seguida perguntei: Já contemplaram essa natureza maravilhosa que nos rodeia?

¾ Sim! ¾ disseram elas ¾ Estávamos pensando no que a senhora falou. Precisamos muito de respirar, abraçar o ar, contemplar a natureza, pois estamos muito estressadas com tanta coisa para estudar, provas para fazer...

Esse encontro com as alunas me deixou mais feliz ainda.

Algumas horas depois, já no fim da tarde, fui àquele lugar, um espaço verde que é um dos meus refúgios favoritos, onde posso fazer exercícios e encontrar maravilhosos tesouros da natureza. A melhor surpresa que pude encontrar ali, naquela ocasião, ficou por conta de uma mamãe gata. Ela que conseguiu chamar a atenção de todo mundo presentetava ali naquele parque, inclusive os que faziam exercícios.

Essa mamãe se estabelecera com sua família dentro de um tronco de árvore, um lugar bem amplo e protegido para ela e seus bebês que ainda tinham os olhos fechados. Acontece que o local estava diante da área onde acontecem as aulas de ginástica ao som de uma música bem ritmada. A mamãe gata não gostou nada daquela situação e decidiu que era melhor se mudar. Pegou o primeiro filhote e partiu em direção a um quartinho onde os trabalhadores guardam suas ferramentas. Ela ia correndo, pois tinha muita pressa. Podíamos ver que também estava deveras ansiosa.

Pronto! Foi o suficiente para que todos, homens e mulheres, dos mais idosos aos mais jovens, todos pararam o que estavam fazendo e ficaram com os olhos vidrados naquela criaturinha felina correndo com um filhote na boca.

O único problema é que para entrar no local escolhido, a gata teria de pular e passar por uma pequena abertura, o que parecia impossível para ela, e também para nós. Então ela ficava ali na porta do quartinho, movendo-se de um lado para o outro, muito ansiosa, com o filhote na boca, todo mundo preocupado, até que alguém que passava por perto, ajudou-a a entrar. Logo em seguida ela retornou ao tronco da árvore, com muita pressa, para buscar outro filhote. Novamente não conseguiu entrar, ficou aflita e foi ajudada, retornando em seguida para buscar outro filhote, sempre sob o olhar apaixonado dos humanos, que sorriam e lhe dirigiam elogios:

¾ Que mãe cuidadosa!

¾ Essa é uma boa mãe, uma mãe exemplar.

Toda aquela cena me cativou, de tal maneira, que acabei esquecendo o propósito principal de minha ida àquele lugar. “Opa”! Pensei. Preciso fazer minha caminhada, pois está ficando tarde e tem alguém me esperando!

Assim terminou mais um dia. A noite chegou e com ela novas surpresas.

“Que variedade, Senhor, nas Tuas obras. Todas as coisas fizeste com sabedoria. A Terra está cheia das Tuas riquezas”. Salmo 104:24

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Um Ano Maravilhoso!


Na sala de espera de um consultório encontrei um papel com um texto, de autoria desconhecida, que me pareceu muito interessante.

O texto dizia que, certa vez, o proprietário de um sítio pediu a um amigo que redigisse um anúncio para um jornal acerca da venda de sua propriedade. O amigo, que não era ninguém menos que o grande poeta Olavo Bilac, tomou um papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda.”

Algum tempo depois, o poeta encontra novamente o amigo e, ao perguntar-lhe como foi a venda do sítio, ouve como resposta:

¾ Não houve nenhuma venda. Quando li o anúncio que você escreveu foi que percebi a maravilha que eu tinha...

O texto concluía dizendo que, muitas vezes, nós vamos tão longe atrás de miragens e falsos tesouros, por não enxergarmos as coisas boas que temos conosco.

Diante disso, sou levada a perguntar: Quais são as maravilhas que nós temos, mas que estão escondidas aos nossos olhos?

Que neste ano de 2015, você e eu cultivemos a habilidade de desfrutar das incontáveis riquezas que estão ao nosso redor, abundantes e acessíveis a todos, riquezas que dinheiro nenhum pode comprar, pois são presentes do Criador para todos os habitantes do Planeta Terra.

“Que variedade, Senhor, nas Tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria. A Terra está cheia das Tuas riquezas.” Salmo 104:24

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A Mensagem Esquecida


É Natal!

Tempo de luzes, cores, músicas, presentes, abraços e sorrisos.

Uma multidão de atraentes objetos enfeitam as casas nessa época: árvores, sinos, botas, meias, anjos, presépios, bolas e uma infinidade de bonecos, com destaque para os de papai Noel. Também é tempo das famosas caixinhas e de uma onda de solidariedade que invade as ruas, arrastando todo mundo.

A época de Natal traz consigo muitas novidades, sobretudo nas áreas de comércio e diversão. Inúmeros shows, novos personagens e uma mistura de ritmos marcam presença nos festejos natalinos a cada ano. A última novidade, que tomei conhecimento, chegou até mim através de uma reportagem da TV, mostrando as comemorações do Natal, já em clima de Carnaval, em um dos pontos tradicionais da cidade.

E, como em toda festa, não pode faltar as famosas comidas típicas e muita, muita bebida!

Penso que todas essas coisas nada mais são do que distratores que, se não forem devidamente controlados, desviam a atenção do que é importante e levam as pessoas a manter o foco naquilo que é superficial e transitório, estimulam o consumismo e o desperdício, e sobrecarregam o corpo e a mente, deixando uma sensação de vazio, que nem sempre é percebida, mas que, nem por isso, torna-se menos incômoda e destrutiva.

“As pessoas esqueceram o verdadeiro sentido do Natal. Comemoram o nascimento de Jesus, mas deixam de lado o aniversariante. Não relembram que Jesus veio aqui nos ensinar o amor, a paz e nos mostrar o caminho que conduz à luz e à felicidade”, é o que sempre escuto alguém dizer. Mas, será que foi por este motivo que Jesus veio ao mundo, como um bebê?

Há uma mensagem, proclamada por ocasião do primeiro Natal, que foi esquecida e ofuscada pelo fascinante brilho das luzes, cores, festejos e espetáculos, pela alucinante correria das compras e dos preparativos para as festas, pela pertinaz autossuficiência humana.

Embora simples, as palavras dos anjos aos pastores são cheias de significado e revelam o objetivo do Natal:

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês, que é Cristo, o Senhor.” Evangelho de Lucas 2:11.

Anos mais tarde, o próprio Jesus declarou:

“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem peca é escravo do pecado. Se o Filho vos libertar, vocês serão, de fato, livres.” Evangelho de João 8:34 e 36.

Feliz Natal!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia do Pão




Dizem que o pão é um alimento muito antigo, que suas origens remontam aos tempos em que se iniciou o cultivo do trigo. Ao que parece, desde então, o pão caiu nas graças do paladar dos humanos de todas as culturas, épocas e lugares.
O pão ganhou sabores, receitas, acompanhamentos e títulos os mais variados. Virou até símbolo representativo da alimentação, do aporte nutricional, da subsistência humana.
Nada mais justo que ganhar um dia só para ele, 16 de Outubro, um dia para lembrar sua importância, seu valor nutricional, um dia para doações dessa iguaria e, por que não, um dia para pensar em como tornar nosso consumo de pão mais nutritivo e saudável.
Sempre gostei muito de comer pão. A paixão é tanta que cheguei, até mesmo, a promover a “Festa do Pão”, que aconteceu no dia 21 de novembro de 1998 às 19:30 horas. Tenho diante de mim o convite que confeccionamos para o evento. Cada pessoa trouxe um tipo diferente de pão, outros ficaram responsáveis pelos acompanhamentos do tipo patês, molhos e geleias. Mas, acima de tudo, os convidados trouxeram muita alegria, animação e, é óbvio, um bom espaço no estômago para acomodar aquelas delícias.
Foi muito divertido e inesquecível. E, hoje em dia, depois de tantos anos, sempre que encontro uma das participantes, ela dispara a pergunta: “Quando vamos ter a segunda festa do pão”?
Quanto à arte da panificação caseira, minhas primeiras experiências vem da época de criança (3 ou 4 anos de idade), quando comecei a fazer pão, em casa, com minha avó materna. Aprendi, com muito prazer, e continuo praticando até hoje.
É uma alegria quando me sobra um tempinho e consigo por as mãos na massa. Perceber a textura e a temperatura dos ingredientes, ver seu conjunto ganhar forma e maciez, acompanhar o crescimento e sentir o delicioso aroma que surge durante sua passagem pelo forno... Mas a melhor parte vem depois, é óbvio, na hora de degustar.
Admirável pão! Tão necessário, completo, acessível e surpreendente! Isso me leva a pensar nas palavras de Jesus quando disse: “Eu sou o Pão da Vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.” João 6:35
Como são impactantes essas palavras! Não é exatamente disso que nosso mundo precisa?
Este pão que Jesus oferece tem algo que nenhum padeiro da Terra poderia introduzir em suas melhores receitas, nem mesmo uma pequena porção, um traço, por menor que fosse. Este pão tem VIDA!



Crédito da imagem: amenic181/freedigitalphotos.net


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Laboratório


Estava claro que aquele ambiente era um laboratório e que o indivíduo não tinha a menor noção do que estava fazendo ali.

Ele já havia lido diversos manuais com regras de conduta em laboratório, mas nunca dera a menor importância. Seguia fazendo seus experimentos o tempo todo, e de qualquer jeito, sem se importar com as consequências, se é que elas existiam, de fato.

Quando surgiam dúvidas acerca de algum procedimento, ele conversava com seu amigo Mike, um perito experimentador, o qual, sem deixar nenhum aviso, desaparecera do palco há dias. O que teria acontecido com ele? Não adiantava ficar imaginando algo. Procurá-lo, seria a melhor coisa a ser feita nesse momento.

Ao chegar à casa de Mike, foi recebido pela esposa dele, uma mulher chata, que tinha o péssimo hábito de se intrometer onde não devia. Chegou, até mesmo, a mencionar que aquilo que estava acontecendo com Mike era consequência de suas atitudes no laboratório e que seu amigo, que ali fora visitá-lo, se não quisesse ficar na mesma situação, ou ainda pior, devia desistir de levar avante seu último plano experimental.

Mas que absurdo! Como essa mulher se atrevera a lhe dizer uma coisa dessas? Desistir do último experimento? Jamais! Fora através dele que conseguira aumento de salário e o reconhecimento dos colegas de profissão e de seus superiores!

Saiu dali muito indignado. Pelo caminho, encontrou sua sobrinha, que lhe ofereceu um livro e disse: ¾ Tio, o senhor precisa ler esse livro. É maravilhoso! ¾ É mesmo? E do que ele trata? ¾ Ah! Ele fala sobre as últimas novidades acerca dos cuidados com laboratório.

Mas que bobagem! Ele não precisava ler nada, não precisava saber de nenhuma novidade acerca desse tema. Afinal, ele já sabia de tudo o que era essencial. Seu amigo Jones havia permanecido tanto tempo à frente de seu laboratório sem precisar se atualizar, ler livros e seguir um conjunto de regras desnecessárias e enfadonhas. Por outro lado, Frank, que se apegara a tudo isso, teve seu laboratório destruído em tão pouco tempo...

Mais tarde, ao falar com a mãe pelo telefone, ela o questionou:

¾ Por que você insiste em fazer tantos experimentos que acabam lhe prejudicando?

¾ Porque eu gosto! Além disso, quando tenho algum prejuízo, os efeitos passam rápido, é algo momentâneo e depois, a senhora sabe..., depois as coisas ficam melhores do que antes!

A narrativa termina aqui, mas não a trajetória de seu protagonista. Quem é esse sujeito? Onde ele vive e por quanto tempo permanecerá com suas experiências?

Há algum tempo assisti a um DVD. Vinheta, imagens em 3D e cenários da natureza desfilaram diante de meus olhos, quando ouvi a pessoa que apresentava o vídeo dizer algo, que procurei tomar nota: “O corpo humano é um excelente laboratório e nós somos o resultado das experiências que fazemos com ele”.1  

REFERÊNCIA

1. VAZ, João. Viva mais e melhor. DVD Vídeo. Distribuição CEAFA.