sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Laboratório


Estava claro que aquele ambiente era um laboratório e que o indivíduo não tinha a menor noção do que estava fazendo ali.

Ele já havia lido diversos manuais com regras de conduta em laboratório, mas nunca dera a menor importância. Seguia fazendo seus experimentos o tempo todo, e de qualquer jeito, sem se importar com as consequências, se é que elas existiam, de fato.

Quando surgiam dúvidas acerca de algum procedimento, ele conversava com seu amigo Mike, um perito experimentador, o qual, sem deixar nenhum aviso, desaparecera do palco há dias. O que teria acontecido com ele? Não adiantava ficar imaginando algo. Procurá-lo, seria a melhor coisa a ser feita nesse momento.

Ao chegar à casa de Mike, foi recebido pela esposa dele, uma mulher chata, que tinha o péssimo hábito de se intrometer onde não devia. Chegou, até mesmo, a mencionar que aquilo que estava acontecendo com Mike era consequência de suas atitudes no laboratório e que seu amigo, que ali fora visitá-lo, se não quisesse ficar na mesma situação, ou ainda pior, devia desistir de levar avante seu último plano experimental.

Mas que absurdo! Como essa mulher se atrevera a lhe dizer uma coisa dessas? Desistir do último experimento? Jamais! Fora através dele que conseguira aumento de salário e o reconhecimento dos colegas de profissão e de seus superiores!

Saiu dali muito indignado. Pelo caminho, encontrou sua sobrinha, que lhe ofereceu um livro e disse: ¾ Tio, o senhor precisa ler esse livro. É maravilhoso! ¾ É mesmo? E do que ele trata? ¾ Ah! Ele fala sobre as últimas novidades acerca dos cuidados com laboratório.

Mas que bobagem! Ele não precisava ler nada, não precisava saber de nenhuma novidade acerca desse tema. Afinal, ele já sabia de tudo o que era essencial. Seu amigo Jones havia permanecido tanto tempo à frente de seu laboratório sem precisar se atualizar, ler livros e seguir um conjunto de regras desnecessárias e enfadonhas. Por outro lado, Frank, que se apegara a tudo isso, teve seu laboratório destruído em tão pouco tempo...

Mais tarde, ao falar com a mãe pelo telefone, ela o questionou:

¾ Por que você insiste em fazer tantos experimentos que acabam lhe prejudicando?

¾ Porque eu gosto! Além disso, quando tenho algum prejuízo, os efeitos passam rápido, é algo momentâneo e depois, a senhora sabe..., depois as coisas ficam melhores do que antes!

A narrativa termina aqui, mas não a trajetória de seu protagonista. Quem é esse sujeito? Onde ele vive e por quanto tempo permanecerá com suas experiências?

Há algum tempo assisti a um DVD. Vinheta, imagens em 3D e cenários da natureza desfilaram diante de meus olhos, quando ouvi a pessoa que apresentava o vídeo dizer algo, que procurei tomar nota: “O corpo humano é um excelente laboratório e nós somos o resultado das experiências que fazemos com ele”.1  

REFERÊNCIA

1. VAZ, João. Viva mais e melhor. DVD Vídeo. Distribuição CEAFA.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Vitória do Brasil


Estou me preparando para torcer pelo Brasil.

Leitura, observação, análise e questionamento fazem parte do preparo.

Será que o Brasil vai vencer?

A movimentação dos candidatos, suas articulações, estratégias e discursos, não tem deixado a torcedora aqui muito esperançosa...

Por outro lado, vejo com otimismo o despertar dos torcedores desse país chamado Brasil, que há cerca de um ano vem demonstrando para os governos que, muito mais importante do que ganhar o campeonato mundial de futebol, é erguer a taça da vitória contra a corrupção, a alta carga tributária e o excesso de gastos com a máquina pública (cargos, viagens, auxílios, comissões, extras, adicionais, benefícios, vale isso, vale aquilo, etc.). Mais importante do que ser referência em futebol é ser excelência em qualidade nos serviços públicos essenciais, como saúde, educação, transporte e segurança.

A principal diferença entre copa do mundo e eleição é que, nessa ultima, a torcida não ficará apenas na arquibancada, ela entrará em campo para definir o placar. E o jogo continua mesmo depois de divulgado o resultado final.


O problema é que a maioria de nós abandona o campo e, simplesmente, esquece que o jogo ainda deve prosseguir. Os adversários, então, ficam à solta, dando risada, comendo pizza, festejando, marcando um gol atrás do outro e aumentando o placar a seu favor.

À VITÓRIA BRASIL!!!!!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Qual o valor da vida humana?



Quanto vale a vida humana? Muito, pouco, nada, depende... ou seria ela tão valiosa que não haveria nada neste planeta que se compasse ao seu valor?

Houve um tempo em que o fim da vida humana era diversão, pessoas se reuniam para assistir a espetáculos de combate entre gladiadores que lutavam até a morte. Havia também o espetáculo da morte de seres humanos servindo de alimento para leões famintos.

Num passado remoto, num tempo em que havia reis soberanos, cuja vontade era absoluta e suas decisões inquestionáveis, tais monarcas matavam e mandavam matar a qualquer de seus súditos que contrariasse, de modo real ou imaginário, os seus interesses.

Nessa mesma época, nações invadiam outras nações e as conquistavam, infligindo tortura, morte e escravidão a seus habitantes, afinal, a nação conquistada, era inferior àquela que a conquistara e o vencedor tinha todo o direito de dominar sobre os vencidos. Que visão distorcida e degenerada acerca do que é domínio!

Será que hoje as coisas são diferentes, houve mudança, e para melhor, quanto ao aspecto da valorização da vida humana? Afinal de contas, somos uma sociedade civilizada, com alto grau de desenvolvimento científico e tecnológico, com inúmeras organizações que cuidam dos direitos humanos em todas as esferas, tanto a nível nacional como internacional...

Hoje, o fim da vida humana é destaque, é número, é notícia.

Desde o início da guerra naquele país, já morreram .... pessoas; um acidente envolvendo determinado meio de transporte provocou a morte de.... passageiros; um desastre natural também pôs fim a, pelo menos .... vidas humanas; a explosão de uma bomba matou....

As notícias acerca de crimes também são frequentes e notórias, sendo alvo de comentários e compartilhamentos nas redes sociais, como a recente morte do torcedor atingido por um vaso sanitário arremessado do alto de um estádio. Um dos aspectos que mais nos chamou a atenção nesse caso foi o tom dos comentários compartilhados, que iam desde expressões de alegria pela morte da pessoa, passando por desprezo e chacota pela dor dos familiares enlutados, atribuição de parcela de culpa à vitima, provocações e comentários preconceituosos contra as pessoas da região nordeste, até gracejos e piadas envolvendo a situação. Que tipo de consideração para com o ser humano tem os que aderiram a tais práticas? Qual o valor da vida humana?

Tristemente, para muitos, não vale nada. Eliminar uma vida, depois se esconder, ser preso, apresentar motivos e argumentos como justificativa para seu ato, envidar esforços para se livrar, ou minimizar as consequências do mesmo, colocar a culpa em outros, sejam eles indivíduos ou a própria sociedade, e ainda usar as leis para se beneficiar, de alguma forma, é algo tão comum, além, é claro, de ter o direito de fazer uso da mentira e do engano a seu favor.

Especialista das mais diversas áreas, que tentam debater e encontrar soluções e respostas para a questão da violência contra a vida humana. Um dos caminhos apontados é encontrar a raiz do problema que, para muitos está na própria sociedade, a qual forma criminosos e estimula a violência. Sendo assim, a educação, a oferta de condições dignas que satisfaçam às necessidades básicas de todos, sem distinção, além do combate ostensivo à criminalidade seriam as medidas eficazes para solução do problema.

Educação, necessidades básicas supridas, oportunidades de crescimento e desenvolvimento, medidas eficazes de combate ao crime envolvendo a prevenção, investigação, punição e reabilitação de criminosos, resolveriam, de fato, o problema da violência e da desvalorização da vida humana? Ou será que, pelo menos, duas peças estariam faltando nesse quebra-cabeça?

domingo, 20 de abril de 2014

Reflexões para a Páscoa


Nesta época de Páscoa há uma variedade de programações: de rituais religiosos a espetáculos da paixão de Cristo os mais diversificados, pra todos os gostos e bolsos, os quais atraem multidões.

Outras pessoas aproveitam o feriado para viajar, descansar, colocar a agenda em dia. As lojas e supermercados exibem ovos de chocolate de todos os tamanhos e cores e, assim, muitos vão às compras, presenteiam os amigos e familiares e degustam prazerosamente o chocolate.

Onde quer que você esteja, se viajando ou em casa, com a família, cercado de amigos ou sozinho, pare um pouco e pense no personagem central de todas estas comemorações da Páscoa. Quem foi ele e o que podemos aprender com sua história?

Jesus Cristo tem sido apresentado sob diferentes pontos de vista.  Muitos escreveram sobre ele, procuraram retratá-lo, levar sua história para o cinema e para o teatro. As encenações da paixão de Cristo têm emocionado milhões de pessoas a cada ano, mas é através dos relatos dos quatro primeiros livros do novo testamento bíblico que sua história atinge uma profundidade sem igual.

Não importa se você é cristão ou não, ateu ou agnóstico, separe um pouco de tempo para ler e refletir sobre a vida de Cristo, tal como é apresentada no relato bíblico. Uma leitura cuidadosa de porções deste relato, diariamente, trará grandes benefícios para seus relacionamentos, sua saúde e uma melhor qualidade de vida, pois, como afirma o Dr. Augusto Cury em seu livro O Mestre dos Mestres: “Os pensamentos de Jesus oxigenam nossas mentes, expandem o prazer de viver e estimulam a sabedoria.” p. 14.

Aqui vai uma dica para começar: você sabia que em muitas porções do relato bíblico, Jesus Cristo é apresentado sob diferentes perfis: O Cordeiro; a Luz do mundo; o Caminho; a Verdade; a Vida; o Filho do Homem; o Primeiro e o Último? Qual o significado de cada um destes perfis? O próprio relato bíblico explica. Leia-o e descubra por você mesmo!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Simplesmente Água


Líquida, sólida ou em estado de vapor. Sua presença, na medida certa, traz alívio, restauração e bem estar.

Água que lava, que limpa, que purifica. Água deliciosamente refrescante, que suaviza o calor.

Sua ausência, de pronto, é sentida. Faz o sedento almejá-la ardentemente, procurá-la incansavelmente e sorrir ao encontrá-la, vê-la, sentir seu toque nos lábios, na garganta, em seu corpo.

Que a fórmula química da água é H2O, isso todos sabem. Mas muitos não levam em conta a beleza e o valor desse inestimável tesouro da natureza.

Sua essência, aparentemente simples, lhe confere um caráter infinitamente versátil. Contudo, é preciso calma, sensibilidade e uma hábil disposição para conseguir enxergar a beleza e profundidade que há nessa organização de apenas dois átomos de hidrogênio, unidos através de uma ligação química covalente, a um átomo de oxigênio. A posição espacial desses três elementos, o ângulo entre eles e a assimetria molecular resultante desse arranjo são de uma beleza incomparável.

Presente nos corpos dos seres vivos, na cobertura de nuvens, no ar que respiramos, distribuída em áreas da superfície terrestre formando mares, rios, lagos ou precipitando-se da atmosfera para superfície terrestre em forma de gotas de chuva, a água desempenha um papel fundamental para a vida e a estrutura deste planeta.



Água simplesmente, água.

Sua fórmula, sua versatilidade, sua intima relação com os organismos vivos, sua trajetória por dentro e por fora dos corpos desses organismos me enchem de admiração por essa notável substância química, mas, acima de tudo, tornam meus pensamentos voltados para o Criador. Passo, então, a relembrar Suas palavras ao comparar Sua obra de restauração com a atuação dessa maravilhosa substância da natureza: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” João 4:14.

Amanhã, 22 de Março, comemora-se o Dia Mundial da Água, um dia para reflexão.