terça-feira, 4 de março de 2014

Coisas que só o homem faz



Dizem que a espécie humana é superior às outras espécies de seres vivos que habitam o planeta Terra. Dizem que há coisas que só o ser humano é capaz de fazer, que nossa espécie detém certas habilidades exclusivas, que nossa superioridade tem haver com o tipo de cérebro que possuímos distinto do das outras espécies.

O cérebro confere a nós a capacidade de desenvolver e expressar habilidades muito especiais. Por exemplo, a espécie humana é a única que se preocupa em estudar o funcionamento de seu próprio corpo e o de outras espécies. O homem é o único ser a mapear seu próprio genoma e o de outros organismos vivos. Ele é o único a gastar tempo e energia em busca de progresso, lucro, fama, riquezas, diversão, além da busca pela satisfação de suas necessidades vitais (alimento, moradia, laços familiares e sociais).

A não ser os humanos, nunca vi nenhum outro ser vivo, inclusive entre os que possuem um cérebro, dedicar tanto esforço, tempo e dinheiro para viver momentos de ilusão tão passageiros. Nossa espécie é a única que separa, de forma sistemática e regular, períodos de tempo onde empatam energia e recursos em esforços que desgastam a saúde.

Até hoje eu nunca encontrei outra espécie de ser vivo a fazer tanto esforço, gastar seus recursos para parecer ridículo, ao desfilar ostentando trajes e adereços excêntricos e despropositados.

O que será que pensam os animais quando veem seres humanos se rebaixarem tanto, enquanto eles (os animais) mantêm sua postura e sua dignidade em qualquer ocasião?

Mas que besteira ¾ alguns dirão ¾ animais não pensam. Talvez sim, talvez não. Mas, se pensassem, o que diriam ao testemunhar o triste espetáculo que arrasta multidões em busca de uma ilusão, uma pseudoalegria que vem obrigatoriamente acompanhada de inúmeros fatores que destroem a saúde?

A espécie humana é a única capaz de cultuar algo, reunir-se em grupo para participar de atos de adoração.

Todo ritual de adoração coletivo é marcado pela agregação de pessoas reunidas em torno de um objetivo comum, o de prestar culto a alguém ou algo superior a elas mesmas ou ao momento ou situação que estão vivenciando. Em todo verdadeiro ritual de adoração, as pessoas se concentram em torno de seu objeto de culto e, sentem-se tão arrebatadas, que seus problemas parecem muito insignificantes ou são totalmente esquecidos.

Música e ritmo fazem parte de um ritual de adoração e, quanto mais envolvente, melhor. Uma boa dose de substâncias endógenas ou exógenas que alterem a comunicação neural no sistema nervoso central, também é muito frequente nessas ocasiões.

O que mais me chama atenção em alguns rituais de adoração é que muitos estão ali sem saber que são adoradores. Pensam que se reuniram por tradição, porque gostam, porque é bom, é uma questão cultural, foram por curiosidade ou por pura paixão.

O que mais me preocupa nesses rituais de adoração é que o discernimento torna-se embaçado, as pessoas passam a ser dirigidas pelos sentimentos e emoções. Aonde esse caminho irá levá-las é um mistério a ser desvendado.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Receita Antirressaca


Hoje pela manhã, enquanto tomava o desjejum, a TV estava ligada e mostrava, entre outras coisas, o esplendor da queima de fogos em várias partes do planeta Terra, os desejos e aspirações dos humanos para o ano novo, as previsões de numerólogos, gurus e pais de santo para 2014, mas o que mais me chamou atenção foram 3 receitas de coquetel antirressaca.

Ao analisar bem os componentes das receitas, fiquei empolgadíssima e disse para meu esposo: “Quão prodigiosas são essas receitas! Se funcionam tão bem para a pessoa que, sem dó nem piedade,  infligiu maus tratos ao seu organismo (como a ingestão de doses elevadas de álcool etílico, gorduras saturadas, gorduras trans, carboidratos e uma infinidade de toxinas presentes nas porções de alimentos preparados com partes de cadáveres, além , é claro da privação de sono, com consequente alteração do relógio biológico, acarretando redução na liberação de substâncias endógenas que provocam o reparo de nossas células), imagine as maravilhas que elas farão por aquele indivíduo que cuida, com carinho, do corpo que tem”!

Confiram as receitas:

Coquetel 1:
Água de coco, abacaxi, hortelã, gengibre, gelo.

Coquetel 2:
Suco de laranja, limão, linhaça dourada, gelo.

Coquetel 3:
Água de coco, limão, hortelã, gelo.

Cada uma das receitas representa, nada menos, que um coquetel de substâncias hidratantes e antioxidantes, por exemplo, a vitamina C.

Diariamente, nosso corpo é exposto a uma infinidade de agressões que não podemos evitar, pois o ambiente, tanto externo, como interno, é extremamente hostil às nossas células. Sendo assim, consumir limão, laranja, linhaça, água de coco deveria tornar-se um hábito diário e não uma moda de começo de ano.

Finalizando, quero apresentar minha receita antirressaca:

1)Não faça por onde ter ressaca

2)Descubra os incríveis poderes dos alimentos de origem vegetal

3)Consuma diariamente alimentos antioxidantes

4)Torne a promoção de sua saúde sua prioridade máxima, fazendo com que todas as outras atividades girem em torno da mesma. Foi exatamente assim que propôs Derek Wilson na reunião de líderes mundiais... Bem, mas isso já é uma outra história que os leitores de “Planeta Terra: O que aconteceu?” já conhecem e você também pode conhecer.

Um FELIZ 2014 PRA VOCÊ, e sem ressacas!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Verão


Desde o último dia 21 é verão no hemisfério sul. A mudança de estação, se não estou equivocada, ocorreu pouco depois das 14 h (horário de Brasília).

Por aqui, onde estou, ele chegou de mansinho, calmo, cauteloso, céu nublado, temperatura amena, brisa fresca a soprar... Mas não irei, de forma alguma, me iludir. Afinal, já vivi muitos verões e foi, inclusive, nessa estação que vim ao mundo. Sei muito bem o que nos aguarda: temperaturas impiedosamente elevadas (como já está acontecendo na Argentina e outros países vizinhos), luminosidade insuportável sem o uso de óculos escuros, desejo insaciável por sombra, ingestão de bebidas refrescantes, maior contato com água fria para beber, banhar-se, mergulhar, molhar a cabeça, as mãos, os pés...

O verão é uma estação de céu azul, sem nuvens e com um brilho jamais visto em outra época do ano. É uma estação abrasadora, que inquieta, consome, excita o desejo por sombra, descanso, água fresca. Não é minha estação preferida, mas reconheço que precisamos muito do verão, não importa quão impiedoso e abrasador ele seja.

O verão me faz perceber, com maior clareza, que é preciso parar, é preciso descansar, fazer menos para poder produzir mais. O verão me faz dar maior valor à água, às plantas, às frutas suculentas, à sombra, ao anoitecer...

Como você se sente diante da estação do sol? Que tal aproveitar para relaxar um pouco e refrescar-se ao som da magnífica obra de Vivaldi “O Verão”, com a interpretação brilhante de Julia Fischer?
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Que Mundo é Esse? Mãe é morta na frente dos filhos e tem a pele de seu corpo arrancada


Anastácia era uma mãe dedicada, cuidadosa, sempre atenta às necessidades de seus filhos.

Certo dia, ela estava na frente de casa, com as crianças, quando foi agarrada, violentamente, e afastada dos pequenos.

Anastácia gritou, tentou escapar, mas foi em vão, pois seu agressor era muito mais forte do que ela. Enquanto isso, seus filhinhos corriam de um lado para o outro, completamente desesperados e desorientados.

Aquela mãe morreu, com um corte no pescoço, que fez  o sangue jorrar copiosamente. Depois sua pele foi totalmente arrancada.

Que Mundo é Esse?
 
Abelardo era um jovem que saiu para dar um passeio matinal. Enquanto explorava o ambiente, algo curioso lhe chamou a atenção. De imediato, alguém o puxou violentamente. Ele não compreendia o que estava acontecendo. Nunca vira aquela pessoa antes e não entendia porque ela parecia tão determinada a tirar-lhe a vida. Abelardo teve sua língua perfurada e o agressor ainda o matou por asfixia.

Como você se sente ao ler essas narrativas?

Um misto de revolta e indignação invade sua mente, enquanto você indaga como pode alguém cometer tamanha crueldade?

Sente vontade de clamar para que a justiça seja feita e os agressores, punidos?

Você chega a se perguntar: Que mundo é esse?

Agora deixe-me fazer-lhe mais uma pergunta, talvez a mais importante de todas:

Como você se sentiria se eu lhe dissesse que Anastacia era uma galinha e Abelardo, um peixe?

Seu furor se aplacaria e você diria que, nesse caso, não há nada demais, pois é perfeitamente normal e aceitável matar animais para consumo e banquetear-se com partes de seus cadáveres; é normal não se importar com o sofrimento e a agonia dessas infelizes criaturas, desde que esse sofrimento seja empregado para a satisfação do paladar humano?


Assim como eu imaginei a história de Anastacia e de Abelardo, você também pode imaginar a história de Mundy, o carneiro, Nena, a cabra, Tina, a vaca, Rico, o porco, Toby, o caranguejo que passou um dia inteiro exposto ao calor excessivo, amontoado sobre outros membros de sua espécie e, ao final, quando parecia que o estavam levando para um lugar melhor, foi jogado dentro de uma panela de água fervendo, e... tantos outros!

Imagine, imagine, imagine!


Por favor, não deixe de imaginar, inclusive na hora do almoço, e considere também que uma mudança de hábito SEMPRE é possível.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cada Dia


Eu havia acabado de fechar o portão e me preparava para sair quando ouvi alguém dizer:
Por favor, pega Flora.

No meio da rua estava uma garotinha vestida com pijama, cabelo por pentear, que me dirigia um olhar suplicante.

Flora, por sua vez, era uma cadelinha poodle, de cor cinza, que havia escapado de casa e estava se divertindo muito ao correr pela rua de um lado para o outro.

Como não se comover diante de um pedido como aquele?

Levada pela emoção, decidi ajudar a garotinha, mas, de pronto, acendeu a luz vermelha da razão. E se Flora, na hora em que eu tentasse pegá-la, cravasse os dentes em meu braço?

 Tem de haver algum adulto por perto, pensei. Onde estão os pais dessa menina?

Nesse momento, as atenções de Flora e da garotinha voltaram-se para um par de graciosos cachorrinhos pinscher que, latindo animadamente, nos observavam da varanda da casa da frente.

  Vovó   disse a garotinha a uma senhora que se aproximava   veja esses cachorrinhos!

A voz da menina transmitia a emoção de quem acabara de descobrir algo encantador. A avó, por outro lado, carregou Flora, deu meia volta e pediu à neta que a acompanhasse. Não deu a mínima importância para os cachorrinhos e nem para mim, que contemplava tudo aquilo com um olhar de quem queria puxar conversa e fazer novas amizades.

Fiquei parada na calçada, observando-as enquanto elas se dirigiam à casa. A menina, toda empolgada, não parava de comentar o ocorrido, transparecendo alegria por haver visto aqueles cachorrinhos. A avó, alheia a tudo aquilo, seguia com o semblante muito sério e carregado.

Como o mundo de alguns adultos é fechado, pensei. Fechado para aproveitar as pequenas alegrias que tornam o dia grandioso, fechado para se deleitar com as coisas simples, e ao mesmo tempo tão preciosas, fechado para fazer dos pequenos acontecimentos uma fonte contínua de satisfação.

Ah! Se eu pudesse entregar-lhes a chave, ajuda-los a perceber... não deixar escapar cada momento, cada dia...
 
Cada dia que houver pra mim, cada ave a voar,
É motivo pra eu sorrir, é razão pra cantar.
Eu não canso de olhar o horizonte sem fim,
A grandeza do mar, ou a paz de um jardim.
Sinto a chuva cair, sinto a brisa do ar,
Vejo a Terra sorrir, vejo a vida chegar.
Cada dia ao nascer traz no sol o seu calor,
Cada raio a brilhar é um poema de amor
Eu não canso de ouvir tantos sons pelo ar,
As canções dos pardais ou a fonte a jorrar
Cada dia que houver pra mim, cada ave a voar,
É motivo pra eu sorrir, é razão pra cantar.

Essas belas palavras, de autoria de Valdecir Lima, adornadas pela melodia de Flavio Santos, fazem parte de uma canção que foi escolhida por mim como a música tema de minha vida diária: CADA DIA.

Cante você também e experimente essa maravilha em seu dia a dia.
http://youtu.be/sdIFYNPPTyc
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Polêmica dos Azeites e Você


O azeite de oliva sempre me proporcionou um incrível prazer olfato-gustativo. Mais prazeroso, ainda, é saber que, além de ser uma preciosidade gastronômica, este apresenta, também, inúmeros benefícios à saúde, com destaque para seu efeito antioxidante.

Às vezes fico a pensar de onde vem minha paixão pelo azeite e concluo que, talvez, seja de minhas raízes ancestrais.

Do lado materno, tenho parentesco direto com a cidade de Beira Alta, em Portugal, grande produtora de azeites.  Do lado paterno, por sua vez, ganhei o sobrenome Oliveira, a mãe das azeitonas e avó dos azeites extravirgens, cujo nome científico é Olea europaea.

Nos últimos dias tenho lido reportagens acerca de testes de qualidade feitos em azeites disponíveis para comercialização no Brasil. Os resultados reprovaram marcas famosas, sentenciaram à condição de virgem, azeites anunciados como extravirgens pelos fabricantes, além de indicarem que algumas marcas não podem nem ser consideradas azeite, e sim, uma mistura de óleos vegetais.

Várias marcas reprovadas não se pronunciaram, algumas questionaram os testes, afirmando que estes não utilizaram uma metodologia científica, enquanto outras disseram terem sido aprovadas por órgãos internacionais especializados no assunto.

Diante desse quadro polêmico, com um pouco de imaginação e bom humor, tratei de estabelecer algumas atitudes que eu, e os demais consumidores/fãs de azeite de oliva, podemos adotar.

A lista não é fechada e está aberta a sugestões!

1) não dar a menor importância para o assunto;
2) fazer um curso de metodologia científica aplicada a azeites de oliva para saber se os testes realizados foram, de fato, científicos, ou, ainda, montar um laboratório em casa e fazer os próprios testes;
3)vistoriar todas as condições de embarque, transporte e envase dos azeites, visto que a temperatura e a luminosidade podem alterar suas propriedades;
4)utilizar as marcas de azeites consideradas aprovadas pelos testes.

Essa é a vida! Pisamos o tempo todo em solo duvidoso. Tudo pode ser questionado e todos têm suas explicações.

A última pergunta, nesse caso, é: em quem vamos escolher acreditar e como fazer essa escolha?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Um Estranho em Casa (Parte 2)


Fernando invadiu a residência da família Lins, que dormia, tranquilamente, no andar de cima, sem suspeitar que havia um estranho em casa.
Ao sair dali, Fernando levou o que bem quis e, ainda, provocou alguns estragos, entrando, também, em luta corporal com o Sr. Lins, que terminou estendido ao chão com muitos ferimentos pelo corpo.
Apesar do triste relato, afirmei, na primeira parte dessa narrativa, que Fernando não é um criminoso e que, naquela situação, era ele quem estava em desvantagem.
Compare esses dados:
Sr. Lins
Idade: 80 anos; Altura: 137 cm; Massa corporal: 83 kg;
Espécie: Homo sapiens

Fernando
Idade: 3 anos; Altura: 28 cm; Massa corporal: 5 kg;
Espécie: Felis catus
Fernando é um gato e, por isso, não pode ser acusado de nenhum crime.
As pessoas precisam entender que as normas de conduta, leis e estatutos que são válidos para humanos não são, por sua vez, aplicáveis aos animais.
Para um humano, é errado pular o muro da casa de alguém, urinar e defecar em seu jardim e retirar coisas da residência alheia, para um gato, não.
Precisamos reconhecer que o planeta Terra é, tanto nosso, quanto dos animais que nos cercam ou que venham a cruzar nosso caminho. Sendo assim, eles têm o direito de desfrutar, tanto quanto nós, daquele espaço territorial que consideramos como nosso.
Isso significa que aquela área que compramos, construímos, herdamos ou alugamos de alguém, não é apenas nossa, pertence também aos animais, e temos a obrigação de procurar resolver os conflitos interespécies de maneira sábia e equilibrada (tenho presenciado alguns humanos perderem, completamente, o equilíbrio ao se deparar com animais ou os efeitos da presença animal em “seu território”).
Ao resolver tais conflitos, devemos procurar o bem-estar de todas as partes envolvidas, e não, simplesmente, buscar a solução para  “nosso problema” (como aquelas pessoas que colocam filhotes em caixas no meio da rua ou atiram-nos dentro da residência de outros humanos).
Não somos donos de nada aqui no planeta Terra, apenas gestores.
Nossa gestão deve visar, não apenas, a defesa de nossos próprios interesses, e sim, o daqueles que estão ao nosso redor, incluindo os animais. Isso também é Sustentabilidade.
Voltando à família Lins, deixamos o Sr. Lins caído ao chão, sangrando, com o corpo cheio de mordidas e arranhões.
Pablo, o filho mais novo, e o mais impulsivo, repetia sem parar:
¾  Eu mato esse desgraçado! Deixa ele aparecer de novo e vai ter um belo pedaço de carne envenenada esperando por ele.
¾  Não, filho. Não precisa disso!  ¾  ponderou o Sr. Lins.
¾  Mas veja o que ele fez com o senhor, pai, agora terá de tomar vacina, e sabe-se lá se ele não estava contaminado pela raiva?
¾  Eu não devia ter tentado pegá-lo. Ele ficou muito nervoso, e, foi por isso, que me arranhou.
¾ Não! Se voltar aqui, ele morre. Eu já disse.
¾ Tenho uma ideia melhor,  ¾ falou Anthony. Vou trazer um cachorro pitbull e ele vai dar uma lição em todo gato que aparecer por aqui. É melhor do que comprar veneno e estragar um pedaço de carne, todo dia, esperando que algum gato apareça.
¾ Parem já com isso, vocês dois ¾ disse Marcela. Eu já sei o que podemos fazer e será melhor para todos.
¾  O que é?
¾  Fernando é um gato, certo?
¾  Sim, e daí?
¾  É melhor resolver as coisas de igual para igual.
¾  Como assim?
¾  Vamos todos nos transformar em gatos?
¾  Miau!
¾  Daqui a duas semanas haverá feira de adoção. Vamos até lá, adotamos um gato macho, forte e, assim, resolvemos o problema. Gatos são muito territoriais e, se castrados depois de adultos, continuam defendendo seu território de intrusos.
¾  Mas isso não daria certo. Esse nosso gato também sairia de casa, invadiria a residência de outras pessoas, causando problemas para elas.
¾  Podíamos telar as janelas e manter as portas fechadas, assim ele não escaparia ¾  opinou, pela primeira vez, a Sra. Lins.
¾  Gostei da ideia, querida, ¾ disse o Sr. Lins. E, mesmo assim, se outro gato entrar aqui, o negócio é não se meter com ele, deixar que saia livremente.
¾ Mas, se nosso gato ficar preso, dentro de casa, como poderá afugentar outros gatos que aparecerem por aqui? ¾  questionou Anthony.
E o debate seguiu em frente. A família Lins trocava ideias, ponderava, apresentava propostas e sugestões, buscando, juntos, a solução para aquele problema.
Fernando, por sua vez, acabara de entrar em mais uma residência, a da Sra. Edith, voluntária da secretaria de defesa dos direitos dos animais de sua cidade.
A Sra. Edith acolheu o animal, dando-lhe um lar temporário e preparando-o para a próxima feira de adoção.
Pois não é que, na feira, Fernando acabou por encontrar, de novo, a família Lins?
 
 
 

Fernando é essa criatura linda da foto. Tenho o privilégio de ser sua vizinha.
Quanto à narrativa e aos outros personagens, são todos fictícios.